063 Gruta do Furadouro

 
Designada por Lapa da Amoreira, ou Gruta do Furadouro, corresponde a uma gruta natural utilizada como necrópole, durante o Neolítico e o Calcolítico, localizando-se numa pequena colina, nas imediações da Quinta do Furadouro, entre a base do grande cabeço onde se estende o povoado do Cabeço Vilão e a colina do assentamento Quinta do Furadouro IV.Atualmente encontra-se inacessível devido à vegetação arbustiva e de silvado, sob o plantio de intenso eucaliptal.
 

Levantamento topografico por realizar.

Biologia

Foi possivel identificar as seguintes espécies:

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Bibliografia da cavidade

- Alguns objectos inéditos, bastante raros, da colecção do professor Manuel Heleno. O Arqueólogo Português (1970)

- Cova da Moura. Die Besiedlung des Atlantischen Kustengebietes Mittelportugals vom Neolithikum bis na das Ende der Bronzezeit (1981)

- The Bell Beaker cultures of Spain and Portugal (1977)

- Cova da Moura. Die Besiedlung des Atlantischen Kustengebietes Mittelportugals vom Neolithikum bis na das Ende der Bronzezeit (1981)
- The Bell Beaker cultures of Spain and Portugal (1977)

Arqueologia

"No âmbito da relocalização da Gruta do Furadouro - Lapa da Amoreira, em 2010 o Serviço de Arqueologia realizou prospecções em toda a área envolvente à linha de água existente num vale com aluviões modernas, sem detectar a ocorrência de qualquer formação rochosa que pudesse albergar uma gruta. A Lapa da Amoreira integra-se no Neolítico, Calcolítico e Romano (?). O sítio foi relocalizado pelo Serviço de Arqueologia, com base nas informações dadas por um antigo funcionário da Quinta do Furadouro. Carece de uma acção de limpeza para confirmação. Não se procedeu à recolha de material arqueológico."
 
 
 
 
Ficha de sitio arqueologico (DGPC/CNS-4704).

 

Espolio

 
"O espólio, depositado no Museu Nacional de Arqueologia, revela uma elevada predominância de machados enxós e goiva de pedra polida. Foram também recolhidas algumas lâminas de sílex, bastantes fragmentos de cerâmica manual e mós manuais, sobretudo dormentes. Como materiais ideo-técnicos temos placas de xisto e de grés. O espólio osteológico resume-se essencialmente a calotes e fragmentos cranianos, referindo-se além destes apenas um osso e um dente. Existe ainda um peso de cerâmica com motivo cruciforme inciso no fundo, que remete talvez para uma cronologia romana."