036 Gruta Lapa do Suão

 
A Lapa do Suão situa-se na encosta ocidental do Vale do Roto, cerca de 50 m acima do respectivo fundo. É uma cavidade cársica de entrada ampla orientada a NE e constituída por dois segmentos principais: um corredor inicial acentuadamente inclinado (cerca de 14 graus) em direcção ao interior, cujo comprimento é de cerca de 20 m e com uma largura média de cerca de 2,5 m; uma sala terminal cuja área é de cerca de 25 m² e na qual, antes das escavações, o solo se apresentava relativamente horizontal.

Levantamento topografico por realizar.

Biologia

Foi possivel identificar as seguintes espécies:

 

Bibliografia da cavidade

- A Gruta chamada Lapa do Suão (Bombarral). Arqueologia (1982)

- Lapa do Suão (Bombarral). O Arqueólogo Português (1969)

- Le Paléolithique supérior portugais. Bilan de nos connaissances et problèmes. Bulletin de la Societé Prehistorique Française (1964)

- Le magdalénien portugais par Jean Roche (1977)

- Manifestações funerárias da Baixa Estremadura no decurso da Idade do Bronze e da Idade do Ferro (II e I milénios A. C.): breve síntese. Proto-História da Península Ibérica. Actas do 3º Congresso de Arqueologia Peninsular. (2000)

- O Calcolítico na região de Torres Vedras. Turres Veteras IV - Actas de Pré-história e História Antiga (2002)

- O Neolítico antigo no Arrife da Serra d'Aire. Um case-study da neolitização da Média e Alta Estremadura. Muita gente, poucas antas?. Origens, espaços e contextos do Megalitismo. Actas do II Colóquio Internacional sobre Megalitismo (2003)

- O Paleolítico Superior da Estremadura portuguesa (1997)

- Sepultura neolítica do Cerro das Cabeças (Enxerim, Silves, Algarve). Revista Portuguesa de Arqueologia (2003)

Arqueologia

Os primeiros trabalhos tiveram lugar em finais do século XIX e princípios do século XX. Nos anos 60-70, os trabalhos de uma equipa do Museu do Bombarral levaram à identificação de níveis do Paleolítico Superior, escavados entre 1973 e 1986 sob a direcção de Jean Roche. A estratigrafia revelada nas escavações modernas inclui níveis solutrenses (níveis 8-9 de Roche, que os havia considerado magdalenenses) e magdalenenses (níveis 3-7 de Roche, que os havia considerado epipaleolíticos), sob o que restava dos níveis holocénicos quase totalmente removidos durante as campanhas mais antigas. Estas escavações permitiram igualmente verificar que na chamada sala terminal o tecto intersectava o preenchimento sedimentar e que a galeria continuava, em meandro, para sul, em direcção ao interior do maciço. Actualmente subsistem pequenos testemunhos da sequência plistocénica nesta zona mais profunda da cavidade.
 
 
Ficha de sitio arqueologico (DGPC/CNS-44).
 
  • Machados de pedra polida;
  • Ídolos/placa decorados;
  • Pequenas estatuetas zoomorficas e coelhos;
  • Estatueta antropomórfica em terracota;
  • Ossos humanos carbonizados;
  • Uma taça decorada no interior com ornatos brunidos formando um motivo floral;
  • Industria lítica (núcleos para lamelas;
  • Lamelas de dorso;
  • Entalhe;
  • Denticulado;
  • Raspadeiras;
  • Buris;
  • Lascas com retoque solutrense;
  • Adornos (em conche perfurada).